AZUL É A COR MAIS QUENTE (POR LUIZ)

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Azul é a Cor Mais Quente, que no original tem um nome imenso, foi um dos filmes mais comentados desse ano (por conta de suas polêmicas, que não falarei aqui) e o vencedor da Palma de Ouro de Cannes, o que, pra mim, é mais relevante que o Oscar.

Eu já sabia que se tratava de uma obra sobre um amor lésbico, pensava ser mais um de tantos sobre o assunto, mas não. Esse é diferente. Esse foi o filme mais íntimo e real sobre um relacionamento que eu vi na vida. Digo já, de cara, que as interpretações e a direção desse filme estão sensacionais. E que é um filme que deve ser visto.

Antes de tudo, vamos resumir em poucas palavras o que é um relacionamento amoroso por definição – se, é claro, vocês me permitirem fazer tal pieguice. Como li recentemente no 9GAG.com, o amor deve ser vivido por duas pessoas cujo o interesse principal na relação é fazer o outro feliz. Isso é amor. Se você pensar mais no seu bem-estar ou deixar de se preocupar, seria egoísmo e, talvez, falso amor. Ok, é isso aí o que eu queria dizer sobre o amor. Logo menos, entenderão o porquê dessa definição marota.

A história começa com a linda menina Adèle, uma jovem ainda no Ensino Méio descobrindo a sua sexualidade. Logo no início, a sua figura não me trouxe nenhuma empatia e achei que ela era uma garota sem personalidade, em busca de um significado pra vida. E ela, realmente, era.

Sua vida muda quando conhece a pintora Emma, uma menina mais velha e um pouco estranha, com seus cabelos azuis. Ela é o oposto de Adèle, pois, enquanto a estudante admirava a arte, através dos romances que devorava, Emma construía arte, através dos quadros que pintava. E essa diferença de modo de viver elabora um desenho perfeito da dissonância entre essas duas garotas. Tanto que, logo nos primeiros encontros, Emma faz um desenho de Adèle à lápis em um caderno, e diz ser apenas um “esboço”, que não está pronto. E, na minha interpretação, era isso o que Adèle era, naquele momento, um esboço. E só ela, através da ajuda de Emma, poderia se tornar uma arte-final.

Mas o tempo passa [e passa também uma sequência longa de sexo lésbico que, à princípio, parece um colírio para os olhos, mas gera certo desconforto por tamanha intimidade]. Vemos que Emma cresce, deixa o cabelo azul para trás, mas seu semblante assume, cada vez mais, traços evidentes de uma personalidade forte, enquanto Adéle continua sem personalidade e não se aprofundando em si mesma, apenas sendo uma pessoa passiva na vida, não se revelando ao mundo.

*SPOILERS*

Adèle sempre quis ser uma dona-de-casa, embora não assumisse isso. Ela gosta da casa, de crianças e de cozinhar, mas, por outro lado, não desenvolvera bem esse aspecto e acabara por se perder em sonhos e aspirações distantes que mais pareciam divagações existenciais. Mais tarde, quando ela vê que Emma é próxima a uma amiga de trabalho bem resolvida e, o mais importante, grávida e feliz, ela sente ciúmes, se entristece e tem sentimentos confusos sobre o relacionamento, que são, na verdade, sentimentos sobre si mesma. O que pode ser um paralelo com a sexualidade primitiva humana, aonde o feminino deve ser preenchido pelo masculino, tanto no sexo, quanto na vida, pois a fêmea seria uma criatura insegura e sem personalidade, e o macho lhe trouxesse as convicções e identidade através de suas conquistas no mundo físico. É claro, Adèle representa o lado feminino e  Emma o masculino.

Pois bem. Esses sentimentos de Adèle desencadeiam uma insegurança ainda maior sobre sua vida e a faz cometer a maior burrada no relacionamento: ela fica com um cara, “duas ou três vezes”, como ela mesma diz. Ela faz isso por se sentir sozinha e traída, mas, no fundo, eu acho que ela fez por total e absoluta irresponsabilidade. Ela não se preocupara com a felicidade de Emma, tanto que ignorou-a em seus problemas de trabalho, que envolviam aquela amiga grávida, mas sem nenhuma sombra de traição, e foi se divertir ao som latino com um galã do trabalho.

Isso põe fim a história das duas e, na minha opinião, dá uma lição às pessoas que vivem um relacionamento olhando para si e dizem estar amando. Ora, amor é o contrário de egoísmo, logo, isso não seria possível. Uma traição, em si, não é o problema, é a origem dela que é. E esse filme nos traz uma brilhante visão sobre um relacionamento, com alegorias sutis e uma visão extremamente realista, que devemos tomar como aprendizado. Isso, para mim, é cinema. Entretenimento, exploração de campos existenciais e, no fim, aprendizado. Meu filme preferido de 2013.

FRANCES HA (POR GABRIELE)

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Frances Ha é um filme cheio de referências do cinema antigo, como a música instrumental e a filmagem em preto e branco, mas com uma personagem completamente século XI. Greta Gerwig é a responsável por traz de Frances, uma jovem de 27 anos que não sabe muito bem o que fazer da vida e nem onde vai morar, após a melhor amiga avisar que está se mudando do apartamento que dividiam, mas tem a convicção de que será bailarina, mesmo não tendo talento o suficiente para isso, e integrar ao time profissional da companhia de dança que frequenta

Apesar de possuir excelentes diálogos, o filme contem cenas que nos remetem ao cinema mudo, onde a expressão corporal e os olhares dizem muito sobre os personagens. O ar lúdico e elegante vem das imagens em preto e branco acompanhadas por uma excelente trilha sonora. Frances Ha é uma comédia romântica totalmente diferente do que já vimos por ai, talvez seja por isso que muitos o classificam mais como drama, mas o filme tem sim os seus momentos engraçados, eu diria até que momentos constrangedores, vividos por Frances, beirando a vergonha alheia(hahaha).

O filme é bom, mas se você gosta de produções que te surpreenda, faça você chorar, seja de rir ou de tristeza mesmo, certamente não irá gostar de Frances Ha. Em minha humilde opinião, apesar de ter todos os elementos para ser um excelente filme, a história em si, sem grandes acontecimentos e caindo um pouco na mesmice deixa a desejar, mas não deixa de ser um bom filme.

Frances Ha é aquele tipo de filme que você pega pra assistir em um domingo a tarde ou durante as férias só pra sair um pouco do tédio.

O HOBBIT (POR LUIZ)

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De volta outra vez. A segunda parte do Hobbit, intitulada “A Desolação de Smaug”, estreou nesse mês de dezembro com uma imagem linda e um Dragão foda pra c%#@lho e veio dividindo opiniões. Tem gente que achou uma porcaria e tem gente que achou muito bom. Mas, uma coisa, todo mundo achou: foi bem longo.

As pessoas, no ano passado, esperavam que Peter Jackson os presenteasse no Natal com uma obra-de-arte, como foi o Senhor dos Anéis. Mas essa obra-de-arte não veio. Apesar de ser um filme bom, O Hobbit 1 já dá o tom da trilogia: uma grande enrolação sobre um universo que adoramos em um filme feito sob a única mão que conseguiu o transpôr para as telonas (Peter Jackson); e assim deve continuar até o terceiro filme. 

Jackson não é lá muito bom diretor. Seus únicos filmes realmente bem-sucedidos são aqueles que tratam do universo de J. R. R. Tolkien. E só. Tem até uma adaptação do King Kong aí no meio, mas, se for ver algum filme do macacão, veja o clássico. Quiçá, o do Jeff Bridges, de 1977. E, do Peter Jackson, veja apenas Os Senhor dos Anéis e o Hobbit 1, 2 e 3. O que deverá dar, mais ou menos, 18 horas de filme. E já tá muito bom.

A fim de comparação, o segundo filme é bem diferente do primeiro. “Uma Jornada Inesperada” trazia um profundo mergulho no mundo tolkieniano, os mitos e o passado daquela tão adorável terra fantástico-medieval. Já a nova película parte para a ação (“película” para que este cronista medíocre não repita a palavra “filme”, mais uma vez) . Ela é o desenvolvimento físico de toda aquela punhetação que vimos no filme anterior. Para quem não é fã de Tolkien, é um bom (mas loooongo) entretenimento. Para quem é fã: uma dor de cabeça. Fã, aqui, aquele que leu todos os livros. Se você é fã só dos filmes, vai gostar. Relaxa.

É um filme que, às vezes, se arrasta, mas conta com todos os componentes: ação, drama, humor, romance (a parte mais odiada pelos fãs de carteirinha), dragões e o diretor correndo logo na primeira cena com uma cenoura na mão. Começou o filme e não avisaram ele que estava no enquadramento.

Bom, não farei como ele. Não vou me alongar. Assista, mas vá ao banheiro antes. E compre comida.

[série] HOUSE Of CARDS (POR LUIZ)

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Algumas vitórias são conquistadas com sangue. De quem entrar no caminho.

Recentemente, Kevin Spacey fez um discurso brilhante sobre como a produção de séries tem grandes chances de superar (em qualidade e em faturamento) a produção cinematográfica. Não só pela possibilidade de um desenvolvimento mais complexo de trama e de personagem, mas também por conta da oportunidade para um desenvolvimento artístico imenso para todos os envolvidos no trabalho. Aproveitando o ensejo do eterno Keyser Söze, vamos introduzir uma nova categoria no blog: a categoria de séries.

A primeira que vamos comentar será justamente a que fez Spacey dizer isso. House of Cards.

A série é baseada no livro de Michael Dobbs e já fora adaptada, em minissérie, na Inglaterra por Andrew Davies. Mas, nos EUA, tal produção fora recusada por diversos canais, imagino eu que o motivo seja o tema, já que a série trata, de uma maneira não-ortodoxa, das relações ilícitas e anti-democráticas que existem na Casa Branca. Mas os produtores e o criador da versão americana, Beau Willimon,  não desistiram e continuaram apostando em sua adaptação, até que, então, um canal comprou a ideia. Na verdade, não um canal, mas o maior sinal dos tempos na indústria do entretenimento: a Netflix.

Com um histórico recente de ótimas produções de séries, como Orange is the New Black, a Netflix tem sido o arrasa-quarteirões da minha geração. É claro, deixando o quarteirão todo em casa, de pijama e comendo pizza, enquanto faz uma maratona de 15 horas de uma série. E é exatamente isso o que os produtores executivos de House of Cards, Kevin Spacey e David Fincher (o queridinho diretor de Clube da Luta, Se7en, A Rede Social) defenderam enquanto apresentavam House of Cards para diversas emissoras americanas. “As pessoas matam por horas e horas de uma série que as envolva, que as faça roer as unhas e ver quantos episódios forem humanamente possíveis ver, de uma só vez.”

E, de fato, House of Cards é viciante. Ele te joga em uma teia de aranha, um intrincado esquema de influências, de favores e de manipulações arquitetadas pelo (fantástico!) protagonista, o deputado Frank Underwood (Spacey), que você não consegue mais se desprender até o último episódio.

Muito bem, vamos à trama.

Depois de ter seu prometido cargo de Secretário de Estado (praticamente, o segundo em comando nos EUA) entregue a outra pessoa, Frank se sente traído pelo presidente arquiteta um grande esquema para derrubá-lo. Com o suporte de sua esposa (um pouco já cansada da vida que vem levando) e com uma jovem jornalista nas mãos, para publicar o que bem entende, Frank tem, nas mãos, um poder mortífero. Mas, como tudo na vida, esse poder pode virar contra ele, e seu castelo de cartas (House of Cards) pode desmoronar. Quanto mais perto do topo, maior o risco de tudo vir abaixo. E ele adora esse risco.

Apesar de só os primeiros episódios serem dirigidos por Fincher, a série toda é impecável. A segunda temporada vem em 2014 e já há negociações para a terceira. Se você gosta de histórias que são baseadas em personagens, e não uma história onde os personagens apenas se baseiam nela, você gostará de House of Cads. Para mim, a melhor série de 2013.

BATMAN DARK KNIGHT RETURNS (POR LUIZ)

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Há um consenso entre os leitores de quadrinhos que diz que Batman: O Cavaleiro das Trevas é o melhor quadrinho já escrito. Assim como Watchmen, Batman: O Cavaleiro das Trevas não é só uma história barata de banca de jornal. É uma peça da literatura norte-americana que deve ser lida por todos aqueles que gostam de boas histórias.

Em 1986, a DC lança essa obra-prima de Frank Miller (em quatro revistas, no Brasil) sobre um Batman aposentado que volta a atuar contra o crime. O quadrinho não só transformou a maneira com a qual se olhava para o Batman, mas também reacendeu o hábito da compra de quadrinhos e criou uma legião de novos fãs de Batman e de HQs em geral.

A animação lançada recentemente (a primeira parte em 2012 e a segunda em 2013) é extremamente fiel ao quadrinho. Não esquecendo, é claro, que adaptações devem ser feitas quando se transpõe a mesma obra de uma mídia para outra (no caso, do papel para a tela). Porém, essas adaptações foram muito bem feitas e temos, aqui, uma coisa rara de se ver: uma adaptação bem-sucedida de uma história em quadrinhos. E isso parece exclusividade do Batman, dada a recente trilogia de Christopher Nolan, Jonathan Nolan e David S. Goyer.

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Não há muito o que revelar sobre a história porque o fator surpresa é essencial para ver essas animações. A cidade está ameaçada por aquela ultra-violência ao estilo Laranja Mecânica. Não pode ficar mais assim. Por isso, o Batman volta. Velho, mas volta. Mas o que a população pensa disso? Onde estará o Coringa? O Batman iá aguentar o tranco, irá resolver o problema?

Batman é o melhor herói que existe, ponto. Ele sempre será o rei de Gotham e dos quadrinhos. E é exatamente isso que se prova com essa história. Para adultos e crianças, o velho Batman ainda mais forte, mais velho, mais violento e, como sempre, fazendo o que a cidade precisa, mesmo não gostando dele. O cavaleiro renegado, o anti-herói. O eterno Cavaleiro das Trevas.

JOGOS VORAZES – EM CHAMAS (POR GABRIELE)

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Ainda me lembro do dia em que fui assistir Jogos Vorazes pela primeira vez, pessoas próximas estavam empolgadas com o filme por terem lido o livro então resolvi ver qual era a do filme. O filme era bom, mas não me empolgou muito e isso fez com que eu perdesse o interesse em ver a sequência que já tinha sido prometida ao público.

Feriado em São Paulo, estreia de Jogos Vorazes – Em Chamas e eu não tinha mais nada pra fazer, resolvi então dar uma chance para o filme. Tenho que dizer que não me arrependo de ter ido assistir em plena estreia, Em Chamas não só me deixou empolgada como também me surpreendeu com sua fotografia, trilha sonora que ditou o ritmo do filme, e com a história voltado para o clima político e uma possível revolução. Katniss não é uma jovem qualquer, e nesse filme isso é consolidado quando a jovem se recusa a viver seu amor com Gale (Liam Hamsworth) para proteger sua família. Hoje é difícil lembrar de algum filme holliwoodiano que tenha uma personagem como Katniss, que luta para sobreviver sem precisar da ajuda do mocinho, Peeta (Josh Hutcherson). Por vezes vemos a moça tomando a frente da situação, se colocando em perigo para proteger aqueles que estão próximos a ela.

Francis Lawrence traz um filme vago quando o assunto é romance, o que vemos é um triangulo amoroso, mas fica difícil dizer o que realmente se passa entre eles e isso deixa o filme mais interessante para quem não leu os livros (euzinha), a curiosidade para saber com quem Katniss irá ficar acaba deixando o público mais ansioso para assistir a parte final da história. Temos também a apresentação de novos personagens como Finnick interpretado por Sam Claflin, Johanna por Jena Malone, Plutarch Heavensbee por Philip Seymour Hoffman, personagens chave na história para que Katniss consiga se manter viva durante o longa.

Em Chamas, sem dúvida nenhuma, é melhor que Jogos Vorazes e na minha humilde opinião, acredito que até as atuações foram melhores, desta vez Josh Hutcherson e Liam Hamsworth conseguem se sair bem ao lado de Jennifer Lawrence, sem contar nas atuações de Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci e Donald Sutherland que, como era de se esperar, desempenharam muito bem os seus respectivos papeis. Para finalizar, ainda acho o Lenny Kravitz meio perdido no filme, mas o papel dele é tão curto nesse filme que eu acabei achando ok a presença dele ali.

Sei que assim como eu tinha, algumas pessoas ainda tem um certo preconceito com Jogos Vorazes, mas Em Chamas compensa cada minuto dentro da sala de cinema e merece sim ser visto nas telonas.

UMA NOITE DE CRIME (POR LUIZ)

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Antes de falar sobre o filme, quero fazer um pequeno adendo, dirigido aos responsáveis pela tradução dos títulos dos filmes:

Não inventem. Tudo bem que temos pérolas geniais para nomes em português de filmes americanos, como, por exemplo, “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu” (“Airplane” – “Avião”, no original), mas não inventem. Por que a versão em português do filme tem que entregar o enredo e não dizer o que o filme é? Se esse povo fosse fazer ENEM, bombava na redação por não saber colocar um título decente. Bom, já fui um pouquinho escroto ao falar disso. Vamos ao filme.

Quando o logo da Blumhouse Productions apareceu antes mesmo dos créditos iniciais, eu já sabia o que esperar. A Blumhouse é a produtora queridinha da indústria cinematográfica atual. Eles fizeram, por exemplo, Atividade Paranormal. O negócio deles é fazer um filme barato com uma qualidade próxima a de um YouTube. E a “fórmula” é ter uma ideia boa, com um desenvolvimento banal e um a cinematografia que prenda o interesse da audiência.

Esse filme segue por esse caminho, embora tenha um tom desafiador, como já visto na frase do pôster: “uma noite por ano, todos os crimes são permitidos”, ou algo do gênero. FAz a imaginação viajar, de mãos dadas com a culpa. Como já disse, a ideia é interessante.

Mas, não passa muito daí. A qualidade do som, principalmente nos tiros, chamou a minha atenção. É bem real. Mas não vai muito além disso, não.

É um filme que você pode ver com a namorada para levar uns sustinhos ou com amigos parar ri da idiotice dos protagonistas, como em todo filme de terror. Mas pode esperar sair no Netflix, que não vai perder muita coisa. Quase nada, eu diria.

 

[CLASSIC] O FILME DO DEMÔNHO – O EXORCISTA (POR LUIZ)

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Clique no pôster para ver a página do filme no Internet Movie Data Base.

Hoje foi Halloween. Nada melhor do que comemorar a data assistindo o clássico mais assustador de todos os tempos. Ou quase isso.

Fazem mais ou menos dez anos que eu fujo desse filme. A primeira vez que tive contato com ele foi na pré-adolescência, num belo dia de inocência e felicidade que fui assistir filmes na casa de uns amigos e uma menina estranha, que era fã de terror, veio com O Exorcista. Ninguém quis assistir. Eu corri daquele filme que nem o diabo foge da cruz (tu dum, ts). E anos se passaram, e vi uma cena aqui ou ali, mas nunca tive coragem de ver tudo. Pois bem. Hoje foi o dia.

Eu já tinha ficado um pouquinho bêbado mais cedo e, por mais que o efeito da tequila junto com as cervejas tenham passado há horas, a vida ainda parecia mais fácil. Logo, assistir a O Exorcista seria mais fácil. E foi. Mais ou menos.

Ok. Vamos ao filme.

Inspirado no assustador livro – que não pretendo ler – de William Peter Blatty, O Exorcista é um exemplo de cinematografia bem usada, talvez um dos melhores filmes do Willian Friedkin (não colocando na conta o Operação França I, filme que tenho em casa, mas procrastino porque sempre durmo antes da primeira hora). Voltando ao filme do demônho, a luz, as cores e todos os elementos de cena, calculados para o terror da audiência, são eficientes (como nos filmes de terror de hoje), mas são inteligentes (como já não vemos mais com tanta frequência, ultimamente).

O Exorcista é, talvez, o melhor filme de terror já feito. Com certeza, o mais icônico. Não apenas por assustar quem esteja envolvido com o filme, mas por ter uma trama interessante, metáforas sobre bem e mal, vida e morte que são bem construídas e um impressionante impacto sobre as pessoas, geração após geração. (Clique aqui e veja a reação das pessoas que assistiram ao filme na estréia, em 1973.)

Muito bem. Eu não poderia escrever esse post mambembe sem falar da “Maldição do Exorcista”. Você deve saber das histórias estranhas que aconteceram nos sets de filmagem ou com o futuro da atriz que interpretou a protagonista e etc. Não existem evidências esclarecedoras sobre a estranheza dos fatos, apenas uma coincidência ou outra, assim como a Lenda do Poltergeist e outros filmes  (clique para ler sobre lendas de maldições em filmes). Porém, o que eu posso afirmar sobre os bastidores, é que o diretor foi quase um carrasco quando rodou as cenas, em busca da perfeição. A temperatura era sempre fria demais durante as filmagens, os atores se machucaram de verdade devido a intensidade da interpretação exigida, a mulher que dublava personagem principal quando possuída pelo Pazuzu fumava toneladas de cigarros por dia para dar rouquidão à sua voz, dentre outras coisas.

Não vou dizer que foi tranquilo, mas foi um alívio perceber um roteiro bem escrito e uma história interessante, logo depois que aquele personagem morre (preciso mesmo evitar spoiler de um filme de 40 anos?) e fica tudo bem com a menina e o medo passa. Aliás, diga-se de passagem, aquela menina era um tanto obtusa e irritante. Até gostei um pouquinho que foi ela quem sofreu.

Você provavelmente já viu esse filme, por isso não me restringi a apresentá-lo ou tratá-lo como novidade. Mas se ainda não viu, pode ser uma boa pedida para aqueles dias que nos sentimos corajosos. Ou talvez, pra ver com o namorado ou a namorada e ver quem é o mais medroso da relação. É sempre importante saber isso.

Feliz Dia das Bruxas.

ELENA (POR GABRIELE)

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Quando eu vi pela primeira vez o trailer de Elena, eu pensei: “Quero ver esse filme, mas não sei se terei estrutura emocional para ver até o fim”. Eu tinha razão, não tenho estrutura emocional.

Elena vai além de todo e qualquer documentário pessoal já feito no Brasil. A narrativa, juntamente com as imagens, vídeos caseiros e sua trilha sonora, fazem de Elena uma experiência única, visceral. Petra Costa mostra uma coragem imensa ao levar para o publico a história de sua vida pessoal e sua busca incessante pela irmã Elena. Na tentativa de nos mostrar quem Elena era, percebemos que nem mesmo Petra a conheceu de verdade. Através de seu acervo pessoal, que continha vídeos e fitas gravadas por Elena, nós podemos perceber que ela respirava e transbordava arte, e, ao reconhecer que não era mais capaz de exercer o dom com o qual nasceu, preferiu o fim.

A angustia em ver Petra e sua mãe narrarem as cenas e os momentos de tristeza de Elena é quase que palpável, impossível não sentir. A produção do filme, de modo geral, é feita para emocionar de modo que a narração pausada dita o ritmo do filme para que possamos entender com clareza a história que Petra nos conta de forma sincera e honesta.

KICK ASS 2 (POR GABRIELE)

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Para quem não conhece, ou não viu o primeiro filme, Kick Ass surgiu com a proposta de mostrar o que acontece quando pessoas normais decidem se tornar super heróis, e seguindo essa temática dos quadrinhos podemos ver um filme empolgante, divertido e um tanto quanto violento.

Bom, a sequencia do longa não deixou a desejar, apesar das poucas cenas de Chloë Grace Moretz como Hit Girl, devido a proposta do segundo filme de mostrar a moça como uma adolescente normal enfrentando as dificuldades de se encaixar no ensino médio e o típico drama, que sempre rola em filmes americanos, com as garotas populares, quando Mindy se veste de Hit Girl somos “agraciados” com as melhores cenas de luta do filme. A produção peca ao posicionar Jim Carrey como o adulto responsável pela ordem do grupo de super heróis, perdendo a oportunidade de criarem excelentes piadas, fazendo com que Jim seja apenas um nome de peso na produção. A atuação de Aaron Taylor-Johnson, Dave (Kick Ass), não é das melhores até porque ele é um ator meio limitado, mas seguiu o mesmo ritmo da produção anterior, apesar de ser um pouco sem graça, as vezes.

O ápice do filme, sem dúvida nenhuma, é quando o vilão Motherfucker, interpretado por Christopher Mintz-Plasse, ganha espaço e somos bombardeados com cenas de grande violência e um tanto quando exageradas, vemos a comparsa de Motherfucker destruir, literalmente, várias viaturas policiais e matá-los de um jeito um tanto quanto cruel porem empolgante, até porque sempre soltam uma piada ou outra na sequência das cenas de violencia para que o filme não fique tão pesado assim.

No geral, é um bom filme, divertido e que te prende do início ao fim. Assistam.