ELENA (POR GABRIELE)

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Quando eu vi pela primeira vez o trailer de Elena, eu pensei: “Quero ver esse filme, mas não sei se terei estrutura emocional para ver até o fim”. Eu tinha razão, não tenho estrutura emocional.

Elena vai além de todo e qualquer documentário pessoal já feito no Brasil. A narrativa, juntamente com as imagens, vídeos caseiros e sua trilha sonora, fazem de Elena uma experiência única, visceral. Petra Costa mostra uma coragem imensa ao levar para o publico a história de sua vida pessoal e sua busca incessante pela irmã Elena. Na tentativa de nos mostrar quem Elena era, percebemos que nem mesmo Petra a conheceu de verdade. Através de seu acervo pessoal, que continha vídeos e fitas gravadas por Elena, nós podemos perceber que ela respirava e transbordava arte, e, ao reconhecer que não era mais capaz de exercer o dom com o qual nasceu, preferiu o fim.

A angustia em ver Petra e sua mãe narrarem as cenas e os momentos de tristeza de Elena é quase que palpável, impossível não sentir. A produção do filme, de modo geral, é feita para emocionar de modo que a narração pausada dita o ritmo do filme para que possamos entender com clareza a história que Petra nos conta de forma sincera e honesta.

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