FRANCES HA (POR GABRIELE)

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Frances Ha é um filme cheio de referências do cinema antigo, como a música instrumental e a filmagem em preto e branco, mas com uma personagem completamente século XI. Greta Gerwig é a responsável por traz de Frances, uma jovem de 27 anos que não sabe muito bem o que fazer da vida e nem onde vai morar, após a melhor amiga avisar que está se mudando do apartamento que dividiam, mas tem a convicção de que será bailarina, mesmo não tendo talento o suficiente para isso, e integrar ao time profissional da companhia de dança que frequenta

Apesar de possuir excelentes diálogos, o filme contem cenas que nos remetem ao cinema mudo, onde a expressão corporal e os olhares dizem muito sobre os personagens. O ar lúdico e elegante vem das imagens em preto e branco acompanhadas por uma excelente trilha sonora. Frances Ha é uma comédia romântica totalmente diferente do que já vimos por ai, talvez seja por isso que muitos o classificam mais como drama, mas o filme tem sim os seus momentos engraçados, eu diria até que momentos constrangedores, vividos por Frances, beirando a vergonha alheia(hahaha).

O filme é bom, mas se você gosta de produções que te surpreenda, faça você chorar, seja de rir ou de tristeza mesmo, certamente não irá gostar de Frances Ha. Em minha humilde opinião, apesar de ter todos os elementos para ser um excelente filme, a história em si, sem grandes acontecimentos e caindo um pouco na mesmice deixa a desejar, mas não deixa de ser um bom filme.

Frances Ha é aquele tipo de filme que você pega pra assistir em um domingo a tarde ou durante as férias só pra sair um pouco do tédio.

JOGOS VORAZES – EM CHAMAS (POR GABRIELE)

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Ainda me lembro do dia em que fui assistir Jogos Vorazes pela primeira vez, pessoas próximas estavam empolgadas com o filme por terem lido o livro então resolvi ver qual era a do filme. O filme era bom, mas não me empolgou muito e isso fez com que eu perdesse o interesse em ver a sequência que já tinha sido prometida ao público.

Feriado em São Paulo, estreia de Jogos Vorazes – Em Chamas e eu não tinha mais nada pra fazer, resolvi então dar uma chance para o filme. Tenho que dizer que não me arrependo de ter ido assistir em plena estreia, Em Chamas não só me deixou empolgada como também me surpreendeu com sua fotografia, trilha sonora que ditou o ritmo do filme, e com a história voltado para o clima político e uma possível revolução. Katniss não é uma jovem qualquer, e nesse filme isso é consolidado quando a jovem se recusa a viver seu amor com Gale (Liam Hamsworth) para proteger sua família. Hoje é difícil lembrar de algum filme holliwoodiano que tenha uma personagem como Katniss, que luta para sobreviver sem precisar da ajuda do mocinho, Peeta (Josh Hutcherson). Por vezes vemos a moça tomando a frente da situação, se colocando em perigo para proteger aqueles que estão próximos a ela.

Francis Lawrence traz um filme vago quando o assunto é romance, o que vemos é um triangulo amoroso, mas fica difícil dizer o que realmente se passa entre eles e isso deixa o filme mais interessante para quem não leu os livros (euzinha), a curiosidade para saber com quem Katniss irá ficar acaba deixando o público mais ansioso para assistir a parte final da história. Temos também a apresentação de novos personagens como Finnick interpretado por Sam Claflin, Johanna por Jena Malone, Plutarch Heavensbee por Philip Seymour Hoffman, personagens chave na história para que Katniss consiga se manter viva durante o longa.

Em Chamas, sem dúvida nenhuma, é melhor que Jogos Vorazes e na minha humilde opinião, acredito que até as atuações foram melhores, desta vez Josh Hutcherson e Liam Hamsworth conseguem se sair bem ao lado de Jennifer Lawrence, sem contar nas atuações de Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci e Donald Sutherland que, como era de se esperar, desempenharam muito bem os seus respectivos papeis. Para finalizar, ainda acho o Lenny Kravitz meio perdido no filme, mas o papel dele é tão curto nesse filme que eu acabei achando ok a presença dele ali.

Sei que assim como eu tinha, algumas pessoas ainda tem um certo preconceito com Jogos Vorazes, mas Em Chamas compensa cada minuto dentro da sala de cinema e merece sim ser visto nas telonas.

ELENA (POR GABRIELE)

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Quando eu vi pela primeira vez o trailer de Elena, eu pensei: “Quero ver esse filme, mas não sei se terei estrutura emocional para ver até o fim”. Eu tinha razão, não tenho estrutura emocional.

Elena vai além de todo e qualquer documentário pessoal já feito no Brasil. A narrativa, juntamente com as imagens, vídeos caseiros e sua trilha sonora, fazem de Elena uma experiência única, visceral. Petra Costa mostra uma coragem imensa ao levar para o publico a história de sua vida pessoal e sua busca incessante pela irmã Elena. Na tentativa de nos mostrar quem Elena era, percebemos que nem mesmo Petra a conheceu de verdade. Através de seu acervo pessoal, que continha vídeos e fitas gravadas por Elena, nós podemos perceber que ela respirava e transbordava arte, e, ao reconhecer que não era mais capaz de exercer o dom com o qual nasceu, preferiu o fim.

A angustia em ver Petra e sua mãe narrarem as cenas e os momentos de tristeza de Elena é quase que palpável, impossível não sentir. A produção do filme, de modo geral, é feita para emocionar de modo que a narração pausada dita o ritmo do filme para que possamos entender com clareza a história que Petra nos conta de forma sincera e honesta.

KICK ASS 2 (POR GABRIELE)

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Para quem não conhece, ou não viu o primeiro filme, Kick Ass surgiu com a proposta de mostrar o que acontece quando pessoas normais decidem se tornar super heróis, e seguindo essa temática dos quadrinhos podemos ver um filme empolgante, divertido e um tanto quanto violento.

Bom, a sequencia do longa não deixou a desejar, apesar das poucas cenas de Chloë Grace Moretz como Hit Girl, devido a proposta do segundo filme de mostrar a moça como uma adolescente normal enfrentando as dificuldades de se encaixar no ensino médio e o típico drama, que sempre rola em filmes americanos, com as garotas populares, quando Mindy se veste de Hit Girl somos “agraciados” com as melhores cenas de luta do filme. A produção peca ao posicionar Jim Carrey como o adulto responsável pela ordem do grupo de super heróis, perdendo a oportunidade de criarem excelentes piadas, fazendo com que Jim seja apenas um nome de peso na produção. A atuação de Aaron Taylor-Johnson, Dave (Kick Ass), não é das melhores até porque ele é um ator meio limitado, mas seguiu o mesmo ritmo da produção anterior, apesar de ser um pouco sem graça, as vezes.

O ápice do filme, sem dúvida nenhuma, é quando o vilão Motherfucker, interpretado por Christopher Mintz-Plasse, ganha espaço e somos bombardeados com cenas de grande violência e um tanto quando exageradas, vemos a comparsa de Motherfucker destruir, literalmente, várias viaturas policiais e matá-los de um jeito um tanto quanto cruel porem empolgante, até porque sempre soltam uma piada ou outra na sequência das cenas de violencia para que o filme não fique tão pesado assim.

No geral, é um bom filme, divertido e que te prende do início ao fim. Assistam.

OS INSTRUMENTOS MORTAIS – CIDADE DOS OSSOS (POR GABRIELE)

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Instrumentos Mortais é mais uma, dentre várias séries de livros, que ganhou sua adaptação para o cinema. Após o fim de Crepúsculo e Harry Potter, começou uma disputa para ver quais franquias conseguiriam substitui-los, com isso muita coisa apareceu no mercado e chamou a atenção, como Jogos Vorazes.

Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos é uma mistura de todas as franquias que vemos por ai, vimos vampiros (que queimam quando são expostos ao sol, menos mal né), lobisomens que continuam com uma certa aparência de cachorro, demônios, bruxas, um instituto com aparência de Hogwarts com uma pitada de Instituto Xavier de X-mem. Em resumo o filme é uma salada mista de todas as franquias que estamos acostumados a ver, a produção traz mais ação do que nos 4 filmes da franquia de Crepúsculo, mas peca e muito na fragilidade de sua história intercalando flashbacks desnecessários e esquecendo de explicar porque raios o filme tem como subtítulo “Cidade dos Ossos” e o que são os tais Instrumentos da Morte. O que eu entendi vendo o filme é que é onde os caçadores das sombras, que são uma espécie de semi-anjo (acho que essa palavra não existe), são enterrados porem em momento algum eles explicam ao certo qual a função da tal “Cidade dos Ossos”. A produção traz como atores principais Jamie Campbell Bower e Lily Collins, ele fez o papel de Caius em Crepúsculo e ela, bom tem cara de Bella Swan (sem muitas expressões), o que nos leva a comparar constantemente as duas sagas.

O filme é fantasioso, meio confuso para quem não leu o livro (euzinha), contém o tradicional drama adolescente entre a mocinha, o melhor amigo dela e o cara estranho que aparece pra salvar a vida dela, o que deixa o filme com cara de adolescente, traz um drama paternal onde a mocinha descobre que o pai na verdade é o vilão interpretado por Jonathan Rhys Meyers, mas tudo tratado de uma forma superficial que chega a beirar o ridículo quando é mencionado um suposto incesto entre os personagens de Jamie e Lily.

Fazendo um resumo, Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos, é mais um daqueles filmes em que é melhor esperar a globo passar na Tela Quente ou baixar quando não se tem mais nada para fazer durante o dia, o que foi o meu caso.