AZUL É A COR MAIS QUENTE (POR LUIZ)

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Azul é a Cor Mais Quente, que no original tem um nome imenso, foi um dos filmes mais comentados desse ano (por conta de suas polêmicas, que não falarei aqui) e o vencedor da Palma de Ouro de Cannes, o que, pra mim, é mais relevante que o Oscar.

Eu já sabia que se tratava de uma obra sobre um amor lésbico, pensava ser mais um de tantos sobre o assunto, mas não. Esse é diferente. Esse foi o filme mais íntimo e real sobre um relacionamento que eu vi na vida. Digo já, de cara, que as interpretações e a direção desse filme estão sensacionais. E que é um filme que deve ser visto.

Antes de tudo, vamos resumir em poucas palavras o que é um relacionamento amoroso por definição – se, é claro, vocês me permitirem fazer tal pieguice. Como li recentemente no 9GAG.com, o amor deve ser vivido por duas pessoas cujo o interesse principal na relação é fazer o outro feliz. Isso é amor. Se você pensar mais no seu bem-estar ou deixar de se preocupar, seria egoísmo e, talvez, falso amor. Ok, é isso aí o que eu queria dizer sobre o amor. Logo menos, entenderão o porquê dessa definição marota.

A história começa com a linda menina Adèle, uma jovem ainda no Ensino Méio descobrindo a sua sexualidade. Logo no início, a sua figura não me trouxe nenhuma empatia e achei que ela era uma garota sem personalidade, em busca de um significado pra vida. E ela, realmente, era.

Sua vida muda quando conhece a pintora Emma, uma menina mais velha e um pouco estranha, com seus cabelos azuis. Ela é o oposto de Adèle, pois, enquanto a estudante admirava a arte, através dos romances que devorava, Emma construía arte, através dos quadros que pintava. E essa diferença de modo de viver elabora um desenho perfeito da dissonância entre essas duas garotas. Tanto que, logo nos primeiros encontros, Emma faz um desenho de Adèle à lápis em um caderno, e diz ser apenas um “esboço”, que não está pronto. E, na minha interpretação, era isso o que Adèle era, naquele momento, um esboço. E só ela, através da ajuda de Emma, poderia se tornar uma arte-final.

Mas o tempo passa [e passa também uma sequência longa de sexo lésbico que, à princípio, parece um colírio para os olhos, mas gera certo desconforto por tamanha intimidade]. Vemos que Emma cresce, deixa o cabelo azul para trás, mas seu semblante assume, cada vez mais, traços evidentes de uma personalidade forte, enquanto Adéle continua sem personalidade e não se aprofundando em si mesma, apenas sendo uma pessoa passiva na vida, não se revelando ao mundo.

*SPOILERS*

Adèle sempre quis ser uma dona-de-casa, embora não assumisse isso. Ela gosta da casa, de crianças e de cozinhar, mas, por outro lado, não desenvolvera bem esse aspecto e acabara por se perder em sonhos e aspirações distantes que mais pareciam divagações existenciais. Mais tarde, quando ela vê que Emma é próxima a uma amiga de trabalho bem resolvida e, o mais importante, grávida e feliz, ela sente ciúmes, se entristece e tem sentimentos confusos sobre o relacionamento, que são, na verdade, sentimentos sobre si mesma. O que pode ser um paralelo com a sexualidade primitiva humana, aonde o feminino deve ser preenchido pelo masculino, tanto no sexo, quanto na vida, pois a fêmea seria uma criatura insegura e sem personalidade, e o macho lhe trouxesse as convicções e identidade através de suas conquistas no mundo físico. É claro, Adèle representa o lado feminino e  Emma o masculino.

Pois bem. Esses sentimentos de Adèle desencadeiam uma insegurança ainda maior sobre sua vida e a faz cometer a maior burrada no relacionamento: ela fica com um cara, “duas ou três vezes”, como ela mesma diz. Ela faz isso por se sentir sozinha e traída, mas, no fundo, eu acho que ela fez por total e absoluta irresponsabilidade. Ela não se preocupara com a felicidade de Emma, tanto que ignorou-a em seus problemas de trabalho, que envolviam aquela amiga grávida, mas sem nenhuma sombra de traição, e foi se divertir ao som latino com um galã do trabalho.

Isso põe fim a história das duas e, na minha opinião, dá uma lição às pessoas que vivem um relacionamento olhando para si e dizem estar amando. Ora, amor é o contrário de egoísmo, logo, isso não seria possível. Uma traição, em si, não é o problema, é a origem dela que é. E esse filme nos traz uma brilhante visão sobre um relacionamento, com alegorias sutis e uma visão extremamente realista, que devemos tomar como aprendizado. Isso, para mim, é cinema. Entretenimento, exploração de campos existenciais e, no fim, aprendizado. Meu filme preferido de 2013.

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FRANCES HA (POR GABRIELE)

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Frances Ha é um filme cheio de referências do cinema antigo, como a música instrumental e a filmagem em preto e branco, mas com uma personagem completamente século XI. Greta Gerwig é a responsável por traz de Frances, uma jovem de 27 anos que não sabe muito bem o que fazer da vida e nem onde vai morar, após a melhor amiga avisar que está se mudando do apartamento que dividiam, mas tem a convicção de que será bailarina, mesmo não tendo talento o suficiente para isso, e integrar ao time profissional da companhia de dança que frequenta

Apesar de possuir excelentes diálogos, o filme contem cenas que nos remetem ao cinema mudo, onde a expressão corporal e os olhares dizem muito sobre os personagens. O ar lúdico e elegante vem das imagens em preto e branco acompanhadas por uma excelente trilha sonora. Frances Ha é uma comédia romântica totalmente diferente do que já vimos por ai, talvez seja por isso que muitos o classificam mais como drama, mas o filme tem sim os seus momentos engraçados, eu diria até que momentos constrangedores, vividos por Frances, beirando a vergonha alheia(hahaha).

O filme é bom, mas se você gosta de produções que te surpreenda, faça você chorar, seja de rir ou de tristeza mesmo, certamente não irá gostar de Frances Ha. Em minha humilde opinião, apesar de ter todos os elementos para ser um excelente filme, a história em si, sem grandes acontecimentos e caindo um pouco na mesmice deixa a desejar, mas não deixa de ser um bom filme.

Frances Ha é aquele tipo de filme que você pega pra assistir em um domingo a tarde ou durante as férias só pra sair um pouco do tédio.

O HOBBIT (POR LUIZ)

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De volta outra vez. A segunda parte do Hobbit, intitulada “A Desolação de Smaug”, estreou nesse mês de dezembro com uma imagem linda e um Dragão foda pra c%#@lho e veio dividindo opiniões. Tem gente que achou uma porcaria e tem gente que achou muito bom. Mas, uma coisa, todo mundo achou: foi bem longo.

As pessoas, no ano passado, esperavam que Peter Jackson os presenteasse no Natal com uma obra-de-arte, como foi o Senhor dos Anéis. Mas essa obra-de-arte não veio. Apesar de ser um filme bom, O Hobbit 1 já dá o tom da trilogia: uma grande enrolação sobre um universo que adoramos em um filme feito sob a única mão que conseguiu o transpôr para as telonas (Peter Jackson); e assim deve continuar até o terceiro filme. 

Jackson não é lá muito bom diretor. Seus únicos filmes realmente bem-sucedidos são aqueles que tratam do universo de J. R. R. Tolkien. E só. Tem até uma adaptação do King Kong aí no meio, mas, se for ver algum filme do macacão, veja o clássico. Quiçá, o do Jeff Bridges, de 1977. E, do Peter Jackson, veja apenas Os Senhor dos Anéis e o Hobbit 1, 2 e 3. O que deverá dar, mais ou menos, 18 horas de filme. E já tá muito bom.

A fim de comparação, o segundo filme é bem diferente do primeiro. “Uma Jornada Inesperada” trazia um profundo mergulho no mundo tolkieniano, os mitos e o passado daquela tão adorável terra fantástico-medieval. Já a nova película parte para a ação (“película” para que este cronista medíocre não repita a palavra “filme”, mais uma vez) . Ela é o desenvolvimento físico de toda aquela punhetação que vimos no filme anterior. Para quem não é fã de Tolkien, é um bom (mas loooongo) entretenimento. Para quem é fã: uma dor de cabeça. Fã, aqui, aquele que leu todos os livros. Se você é fã só dos filmes, vai gostar. Relaxa.

É um filme que, às vezes, se arrasta, mas conta com todos os componentes: ação, drama, humor, romance (a parte mais odiada pelos fãs de carteirinha), dragões e o diretor correndo logo na primeira cena com uma cenoura na mão. Começou o filme e não avisaram ele que estava no enquadramento.

Bom, não farei como ele. Não vou me alongar. Assista, mas vá ao banheiro antes. E compre comida.

BATMAN DARK KNIGHT RETURNS (POR LUIZ)

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Há um consenso entre os leitores de quadrinhos que diz que Batman: O Cavaleiro das Trevas é o melhor quadrinho já escrito. Assim como Watchmen, Batman: O Cavaleiro das Trevas não é só uma história barata de banca de jornal. É uma peça da literatura norte-americana que deve ser lida por todos aqueles que gostam de boas histórias.

Em 1986, a DC lança essa obra-prima de Frank Miller (em quatro revistas, no Brasil) sobre um Batman aposentado que volta a atuar contra o crime. O quadrinho não só transformou a maneira com a qual se olhava para o Batman, mas também reacendeu o hábito da compra de quadrinhos e criou uma legião de novos fãs de Batman e de HQs em geral.

A animação lançada recentemente (a primeira parte em 2012 e a segunda em 2013) é extremamente fiel ao quadrinho. Não esquecendo, é claro, que adaptações devem ser feitas quando se transpõe a mesma obra de uma mídia para outra (no caso, do papel para a tela). Porém, essas adaptações foram muito bem feitas e temos, aqui, uma coisa rara de se ver: uma adaptação bem-sucedida de uma história em quadrinhos. E isso parece exclusividade do Batman, dada a recente trilogia de Christopher Nolan, Jonathan Nolan e David S. Goyer.

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Não há muito o que revelar sobre a história porque o fator surpresa é essencial para ver essas animações. A cidade está ameaçada por aquela ultra-violência ao estilo Laranja Mecânica. Não pode ficar mais assim. Por isso, o Batman volta. Velho, mas volta. Mas o que a população pensa disso? Onde estará o Coringa? O Batman iá aguentar o tranco, irá resolver o problema?

Batman é o melhor herói que existe, ponto. Ele sempre será o rei de Gotham e dos quadrinhos. E é exatamente isso que se prova com essa história. Para adultos e crianças, o velho Batman ainda mais forte, mais velho, mais violento e, como sempre, fazendo o que a cidade precisa, mesmo não gostando dele. O cavaleiro renegado, o anti-herói. O eterno Cavaleiro das Trevas.

JOGOS VORAZES – EM CHAMAS (POR GABRIELE)

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Ainda me lembro do dia em que fui assistir Jogos Vorazes pela primeira vez, pessoas próximas estavam empolgadas com o filme por terem lido o livro então resolvi ver qual era a do filme. O filme era bom, mas não me empolgou muito e isso fez com que eu perdesse o interesse em ver a sequência que já tinha sido prometida ao público.

Feriado em São Paulo, estreia de Jogos Vorazes – Em Chamas e eu não tinha mais nada pra fazer, resolvi então dar uma chance para o filme. Tenho que dizer que não me arrependo de ter ido assistir em plena estreia, Em Chamas não só me deixou empolgada como também me surpreendeu com sua fotografia, trilha sonora que ditou o ritmo do filme, e com a história voltado para o clima político e uma possível revolução. Katniss não é uma jovem qualquer, e nesse filme isso é consolidado quando a jovem se recusa a viver seu amor com Gale (Liam Hamsworth) para proteger sua família. Hoje é difícil lembrar de algum filme holliwoodiano que tenha uma personagem como Katniss, que luta para sobreviver sem precisar da ajuda do mocinho, Peeta (Josh Hutcherson). Por vezes vemos a moça tomando a frente da situação, se colocando em perigo para proteger aqueles que estão próximos a ela.

Francis Lawrence traz um filme vago quando o assunto é romance, o que vemos é um triangulo amoroso, mas fica difícil dizer o que realmente se passa entre eles e isso deixa o filme mais interessante para quem não leu os livros (euzinha), a curiosidade para saber com quem Katniss irá ficar acaba deixando o público mais ansioso para assistir a parte final da história. Temos também a apresentação de novos personagens como Finnick interpretado por Sam Claflin, Johanna por Jena Malone, Plutarch Heavensbee por Philip Seymour Hoffman, personagens chave na história para que Katniss consiga se manter viva durante o longa.

Em Chamas, sem dúvida nenhuma, é melhor que Jogos Vorazes e na minha humilde opinião, acredito que até as atuações foram melhores, desta vez Josh Hutcherson e Liam Hamsworth conseguem se sair bem ao lado de Jennifer Lawrence, sem contar nas atuações de Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci e Donald Sutherland que, como era de se esperar, desempenharam muito bem os seus respectivos papeis. Para finalizar, ainda acho o Lenny Kravitz meio perdido no filme, mas o papel dele é tão curto nesse filme que eu acabei achando ok a presença dele ali.

Sei que assim como eu tinha, algumas pessoas ainda tem um certo preconceito com Jogos Vorazes, mas Em Chamas compensa cada minuto dentro da sala de cinema e merece sim ser visto nas telonas.

UMA NOITE DE CRIME (POR LUIZ)

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Antes de falar sobre o filme, quero fazer um pequeno adendo, dirigido aos responsáveis pela tradução dos títulos dos filmes:

Não inventem. Tudo bem que temos pérolas geniais para nomes em português de filmes americanos, como, por exemplo, “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu” (“Airplane” – “Avião”, no original), mas não inventem. Por que a versão em português do filme tem que entregar o enredo e não dizer o que o filme é? Se esse povo fosse fazer ENEM, bombava na redação por não saber colocar um título decente. Bom, já fui um pouquinho escroto ao falar disso. Vamos ao filme.

Quando o logo da Blumhouse Productions apareceu antes mesmo dos créditos iniciais, eu já sabia o que esperar. A Blumhouse é a produtora queridinha da indústria cinematográfica atual. Eles fizeram, por exemplo, Atividade Paranormal. O negócio deles é fazer um filme barato com uma qualidade próxima a de um YouTube. E a “fórmula” é ter uma ideia boa, com um desenvolvimento banal e um a cinematografia que prenda o interesse da audiência.

Esse filme segue por esse caminho, embora tenha um tom desafiador, como já visto na frase do pôster: “uma noite por ano, todos os crimes são permitidos”, ou algo do gênero. FAz a imaginação viajar, de mãos dadas com a culpa. Como já disse, a ideia é interessante.

Mas, não passa muito daí. A qualidade do som, principalmente nos tiros, chamou a minha atenção. É bem real. Mas não vai muito além disso, não.

É um filme que você pode ver com a namorada para levar uns sustinhos ou com amigos parar ri da idiotice dos protagonistas, como em todo filme de terror. Mas pode esperar sair no Netflix, que não vai perder muita coisa. Quase nada, eu diria.

 

ELENA (POR GABRIELE)

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Quando eu vi pela primeira vez o trailer de Elena, eu pensei: “Quero ver esse filme, mas não sei se terei estrutura emocional para ver até o fim”. Eu tinha razão, não tenho estrutura emocional.

Elena vai além de todo e qualquer documentário pessoal já feito no Brasil. A narrativa, juntamente com as imagens, vídeos caseiros e sua trilha sonora, fazem de Elena uma experiência única, visceral. Petra Costa mostra uma coragem imensa ao levar para o publico a história de sua vida pessoal e sua busca incessante pela irmã Elena. Na tentativa de nos mostrar quem Elena era, percebemos que nem mesmo Petra a conheceu de verdade. Através de seu acervo pessoal, que continha vídeos e fitas gravadas por Elena, nós podemos perceber que ela respirava e transbordava arte, e, ao reconhecer que não era mais capaz de exercer o dom com o qual nasceu, preferiu o fim.

A angustia em ver Petra e sua mãe narrarem as cenas e os momentos de tristeza de Elena é quase que palpável, impossível não sentir. A produção do filme, de modo geral, é feita para emocionar de modo que a narração pausada dita o ritmo do filme para que possamos entender com clareza a história que Petra nos conta de forma sincera e honesta.

KICK ASS 2 (POR GABRIELE)

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Para quem não conhece, ou não viu o primeiro filme, Kick Ass surgiu com a proposta de mostrar o que acontece quando pessoas normais decidem se tornar super heróis, e seguindo essa temática dos quadrinhos podemos ver um filme empolgante, divertido e um tanto quanto violento.

Bom, a sequencia do longa não deixou a desejar, apesar das poucas cenas de Chloë Grace Moretz como Hit Girl, devido a proposta do segundo filme de mostrar a moça como uma adolescente normal enfrentando as dificuldades de se encaixar no ensino médio e o típico drama, que sempre rola em filmes americanos, com as garotas populares, quando Mindy se veste de Hit Girl somos “agraciados” com as melhores cenas de luta do filme. A produção peca ao posicionar Jim Carrey como o adulto responsável pela ordem do grupo de super heróis, perdendo a oportunidade de criarem excelentes piadas, fazendo com que Jim seja apenas um nome de peso na produção. A atuação de Aaron Taylor-Johnson, Dave (Kick Ass), não é das melhores até porque ele é um ator meio limitado, mas seguiu o mesmo ritmo da produção anterior, apesar de ser um pouco sem graça, as vezes.

O ápice do filme, sem dúvida nenhuma, é quando o vilão Motherfucker, interpretado por Christopher Mintz-Plasse, ganha espaço e somos bombardeados com cenas de grande violência e um tanto quando exageradas, vemos a comparsa de Motherfucker destruir, literalmente, várias viaturas policiais e matá-los de um jeito um tanto quanto cruel porem empolgante, até porque sempre soltam uma piada ou outra na sequência das cenas de violencia para que o filme não fique tão pesado assim.

No geral, é um bom filme, divertido e que te prende do início ao fim. Assistam.

GRAVIDADE (POR LUIZ)

 

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Gravity é o filme do momento. Parecia ser arriscado, um filme que compreende o silêncio e a tediosidade que é, para a maioria das pessoas, o espaço sideral; sem som, sem gravidade, sem Mc Donald’s…

Mas, enfim, conseguiu ser o filme do momento.

Alfonso Cuarón, o diretor do filme, junto com Jonás Cuarón (pelo mesmo sobrenome, especulo que seja alguém da mesma família do diretor, pois não acredito em coincidências…) escreveram um roteiro interessante, com uma trama atraente sobre o que acontece com os astronautas lá em cima em um acidente, uma situação aquém do nosso mundo. (Ok, parei com esses trocadilhos).

Por mais longe que esses astronautas estivessem da Terra, o filme é muito pé no chão. É uma situação de crise a qual muitos de nós nunca vimos com tantos detalhes e tanto aprofundamento – apenas pensamos, vez ou outra, na vida aonde as pessoas ficam falando “Houston isso, Houston aquilo…”  e andando como se estivessem em uma piscina. Mas não, aqui, George Clooney é uma escada engraçada e bem encaixada para a estrela de Sandra Bullock brilhar.

Parece, a princípio, um filme que não leva a nada. Mas quando saí do cinema, estava pensando em tudo aquilo que vi e no drama da personagem principal. E, é claro, na sua transformação, que a fez aceitar a ideia de morte (que tirou preciosas coisas da vida dela) para, enfim, lutar pela sua sobrevivência. É, realmente, um bom filme.

Mas aqui vai um aviso: se não viu ainda, #corre. Esse é um filme para se ver no cinema, na telona. Não só pelas coxas da Sandra Bullock, de shortinho, voando para lá e para cá dentro da Estação Espacial Internacional – motivo esse que meu amigo alegou que era o principal para se assistir ao filme. Não – que fique claro, para a manutenção do pacifismo que é meu namoro, que eu nem liguei pra isso, tá? Muito bem. Voltando. Você deve ver esse filme no cinema pelo mergulho que se dá em algo tão vazio (espaço) aos olhos de uma personagem com dramas profundos.

Se eu tivesse que dar uma nota, seria 3,8 de 5.

Pois bem, como eu disse: #corre.

O CAVALEIRO SOLITÁRIO (POR LUIZ)

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Muita gente vem falando mal de ‘O Cavaleiro Solitário’. No Mojo Box Office, vemos que o blockbuster teve um faturamento ralo para um filme da sua categoria e com tantos elementos certeiros para que um filme dê certo. Mas eu não concordo com essa opinião que desmerece tanto um filme tão divertido. Muito bem. Vamos falar dele.

Há muito tempo, ‘Piratas do Caribe’ morreu (claro, o primeiro é um dos filmes preferidos de todo mundo e é excelente, podendo ser revisto sempre). O terceiro filme deu uma boa grana, mas o público já achou fraco. O quarto nem se fala. Em 2013, a dupla Gore Verbinski (diretor/produtor) e Jerry Bruckheimer (produtor) – que são pai e mãe da quadrilogia de Jack Sparrow – vem para o Western. E trazem, consigo, as sequências irreais, quase sempre encabeçadas por um humor precisamente desajeitado de Johnny Depp ao lado de um galã – Armie Hammer, aqui, tem uma pinta de galã maior que a de Orlando Bloom, em ‘Piratas’.

Johnny Deep continua um ótimo ator que alegra os nossos olhos quando aparece. Armie Hammer é bom, mas sua atuação nos momentos de drama é ofuscada pelos momentos de comédia, mas ele é bom. Helena Bonham Carter faz uma prostitua que é mais coadjuvante do que se imagina e William Fichtner fez um vilão do qual eu gostei bastante.

Hans Zimmer, mais uma vez, dá seu toque certeiro na trilha. Com o tema de abertura de Guilherme Tell – o eterno tema do personagem Cavaleiro Solitário – ele fez um tema grandioso. Aliás, já que estamos falando dessa música, vamos falar da última sequência de ação do filme.

Há tempos, eu sinto a necessidade de ver ação no cinema. Mas ação mesmo, com tiros, perseguições, explosões, surpresas, tensões, beijos com violinos crescendo no background e alívios cômicos no meio da bagunça. E ‘O Cavaleiro Solitário’ me deu um belo presente. Uma perseguição, envolvendo trens, de quase 10 minutos, ao som da empolgante música de Hans Zimmer.

O filme pode parecer meio fraco, em alguns momentos, mas é só lembrar que estamos falando de Disney. E não é a Disney que produziu ‘Os Vingadores’, meio escondidinha. É a Disney que produziu Peter Pan, com a assinatura do Seu Valdisnêi em cima do logo do filme.

Recentemente, o filme entrou na lista de melhores de 2013 (até então) do Tarantino, e, por isso, estão revendo as críticas nesses últimos dias. Pois é. Tempos modernos. Um filme é ignorado e sofre revisionismo no mesmo ano e que foi lançado. É muita rapidez. Pois bem. ‘O Cavaleiro Solitário’ também estaria na minha lista de melhores de 2013 (até então) se eu não tivesse preguiça de fazer uma lista.

Um filme divertido para ver com a família num domingão. Tudo aquilo que a Disney quer. E que, de vez em quando, nós tanto precisamos. E esse deve ser o próximo filme que você verá com toda a família no domingão.